Histórias para lembrar: Conheça Maria Aurizete

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Histórias para lembrar: Conheça Maria Aurizete

Conheça a inspiradora jornada de Maria Aurizete, uma associada aposentada, desde sua infância no Ceará até sua dedicação à educação e à justiça em Ron

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”. Che Guevara
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Conheça a inspiradora jornada de Maria Aurizete, uma associada aposentada, desde sua infância no Ceará até sua dedicação à educação e à justiça em Rondônia.
Uma história de superação e determinação que nos inspira a perseguir nossos sonhos, não importa os desafios que possamos enfrentar. Nós da AMPRO temos orgulho em compartilhar essa história!

Maria Aurizete nasceu no Ceará em 1940. Em 1953, sua família se mudou para Goiás devido à seca, viajando em um caminhão “pau de arara”. Eles se estabeleceram em Jussara para viver da agricultura, mas enfrentaram muitas dificuldades, incluindo a falta de escolas, o que interrompeu o sonho de Aurizete de estudar.

Aurizete encontrou uma oportunidade de estudar em uma escola de freiras na cidade de Goiás, onde poderia trabalhar em troca de educação. Porém, as dificuldades familiares a forçaram a voltar para casa, encerrando seu sonho de estudar no 4º ano do antigo primário.

Desde muito jovem, Aurizete começou a trabalhar como escrevente em cartórios. Ela se casou com Gabriel e tiveram quatro filhas. Diferente das mulheres de sua época, Aurizete sempre trabalhou fora e foi a principal provedora da família.

Nos anos 70, Aurizete concluiu o ensino fundamental e médio pelo curso Madureza, que era um curso de educação de jovens e adultos. Após isso, ela foi eleita vereadora em Jussara, usando a campanha “Uma mulher entende a outra. Jussara precisa de Aurizete!”

Trabalhando em cartórios, Aurizete sonhava em se tornar Juíza de Direito. Ela se matriculou em um curso de Direito EAD em Uberlândia. Depois de anos de dedicação, ela se formou em 1978, conciliando trabalho e estudo com muita renúncia e determinação.

Em 1982, Aurizete e Gabriel mudaram-se para Rondônia. Ela foi aprovada no concurso do Ministério Público, tornando-se a primeira promotora de Pimenta Bueno. A vida era desafiadora, com problemas de moradia e falta de infraestrutura. Para lavar roupas, era preciso ir ao rio, pois o fornecimento de energia não era contínuo e faltava água.

Aurizete enfrentou grandes desafios em Pimenta Bueno. Ela atendia comarcas como Espigão D’Oeste, Vilhena e Colorado D’Oeste como promotora substituta, muitas vezes viajando em uma Toyota que vencia os atoleiros das estradas da época. Mesmo assim, lidava com casos importantes, incluindo o primeiro júri da cidade e as primeiras eleições municipais.

Durante a crise econômica do Plano Cruzado em 1986, Aurizete foi nomeada Delegada da SUNAB. Ela atuou na fiscalização de preços e abastecimento, trabalhando em conjunto com a Polícia Federal. Muitas vezes o trabalho era feito nas madrugadas, com o rigor que a função exigia. Por isso, ela ganhou o apelido carinhoso de Chica Bandeira pelos colegas.

Após se aposentar, Aurizete viveu em Ji-Paraná e, atualmente, reside em Porto Velho. Rodeada por filhos, netos e bisnetos, todos rondonienses, ela desfruta de uma vida plena e saudável, celebrando uma trajetória de superação e conquistas.